A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) confirmou que as obras do novo centro de saúde da Quinta do Conde estão paradas devido às “dificuldades de ordem financeira” do actual empreiteiro, a Construções Pastilha e Pastilha. Em comunicado, a ARSLVT informou também que vai avançar para “a rescisão do contrato” com essa empresa e “celebrar um novo contrato com o candidato seguinte no concurso público que deu origem ao processo”, a empresa Soenvil, que “já mostrou disponibilidade” para avançar com a obra.
Vítor Antunes, presidente da Junta de Freguesia da Quinta do Conde, confessa “algum desagrado por este azar que bateu à porta”. É que, apesar de ser “uma questão alheia às autoridades envolvidas”, o presidente da junta lembra que “parece que não há nada que não aconteça” neste processo do novo centro de saúde da Quinta do Conde. No entanto, mostra-se “animado pela intenção e empenho do ministério da Saúde em desbloquear essa situação o mais rapidamente possível”.
Uma vez que o contrato celebrado com o novo empreiteiro terá de ser novamente presente ao Tribunal de Contas, a ARSLVT “estima que as obras possam reiniciar-se em Janeiro de 2010”. Tendo em conta a “urgência” dessa infra-estrutura, Vítor Antunes refere que “qualquer atraso nas obras preocupa”, mas reconhece que, “face à complexidade do problema, se for uma demora de apenas dois meses, até fica animado”.
A nova extensão de saúde da Quinta do Conde vai ser construída num terreno de quase cinco mil metros quadrados, com uma área útil de perto de mil metros quadrados. A ARSLVT revela que, actualmente, estão “já executadas as cofragens e cerca de 50 por cento da betonilha de pavimento”. Vítor Antunes refere que “foram prestados esclarecimentos e algum sossego aos quinta-condenses”, para evitar “boatos disparatados”, e garante que a junta vai continuar “atenta”, revelando ainda que tem o compromisso da ARSLVT de ir sendo posta ao corrente dos desenvolvimentos da situação.
Fonte: Setúbal na Rede




