As obras do novo centro de saúde da Quinta do Conde estão paradas. Depois de ter arrancado em Maio último, Fernando Patrício, da comissão de utentes dos Serviços Públicos de Saúde da Quinta do Conde, revela que, desde o dia 13 de Outubro, “a obra não está a laborar”, depois de a empresa responsável pela empreitada, a Pastilha e Pastilha, ter “tirado os homens do local”. Por sua vez, o porta-voz da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), Pedro Coelho Santos, confirma essa paragem dos trabalhos e explica que estão a aguardar por “informações concretas” por parte da firma.
Vítor Antunes, presidente da Junta de Freguesia da Quinta do Conde, que revela que “já antes se assistia a uma morosidade dos trabalhos”, adianta que ainda não conseguiu contactar com a empresa de construção, apontando “rumores” de que esta atravessa problemas financeiros. “Existem subempreiteiros com facturas em atraso”, acrescenta. Fernando Patrício refere que a Pastilha e Pastilha tem uma obra em Alcácer do Sal que “também está parada”, reforçando a ideia de dificuldades económicas. Por isso, mostra-se “preocupado” com o atraso nas obras do centro de saúde, até porque esse é “uma luta de há vários anos”. A Pastilha e Pastilha manteve-se incontactável.
Uma vez que a insolvência da empresa poderia degenerar numa situação “muito grave”, Fernando Patrício espera que a paragem das obras seja “um problema pontual”, uma vez que a Quinta do Conde, que “tem mais de 35 mil habitantes”, continua com “mais de dez mil utentes sem médico de família”. “O actual centro de saúde não tem condições para ter mais médicos”, acrescenta. Vítor Antunes sublinha que a actual situação é “intolerável” e lembra que a criação da Unidade de Saúde Familiar (USF) da Quinta do Conde naquele edifício foi “insustentável” pela sua falta de condições.
Em relação a essa unidade de saúde, apesar de “não ser apologista” da criação de USF, o presidente da junta considera que esta “minimizava” a situação da Quinta do Conde, até porque “ia atrair mais clínicos”. Por isso, revela também apreensão pelo facto de a sua criação “continuar sem evolução”, depois da câmara de Sesimbra “ter cedido terrenos para a sua instalação em tempo recorde”. Também Fernando Patrício garante querer saber qual a evolução desse processo.
Fonte: Setúbal na Rede










